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terça-feira, 31 de maio de 2011

Amante Sombrio - J.R. Ward

— Está fugindo? — sussurrou Beth. Era, principalmente, uma pergunta. Mas havia nela um tom de provocação.

— Cuidado, Beth.

— Por quê?

— Estou a ponto de estourar.

Ela saltou da cama e se aproximou dele. Colocou uma mão sobre seu peito, bem em cima do coração, e rodeou-lhe a cintura com a outra.

Ele chiou quando o corpo dela colou ao seu.

Pelo menos, o desejo sexual se sobrepôs à sua outra fome.

— Vai me dizer não? — perguntou ela.

— Não quero me aproveitar de você — disse ele, rangendo os dentes. — Teve emoções demais por uma noite.

Ela apertou os ombros.

— Estou com raiva, assustada, confusa. Quero que você faça amor comigo até que não sinta mais nada, até ficar anestesiada. Na verdade, eu é que estaria usando você — olhou para baixo. — Puxa, isso soou mal.

(“Amante Sombrio”, pag. 173-174, de J.R. Ward.
Série “Irmandade da Adaga Negra”, livro 1.)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Crescendo - Becca Fitzpatrick

— Você vai ficar de fora a noite inteira? — ele indagou. Seu hálito recendia a álcool.

— Não sou muito fã de noventa por cento das pessoas nesta festa.

Ele assentiu, compreensivo, e me entregou uma garrafa térmica metálica.

— Não tenho germes, palavra de escoteiro. Beba quanto quiser.

Abaixei-me apenas o suficiente para sentir o cheiro do conteúdo da garrafa. Afastei-me imediatamente, sentindo um ardor no fundo da minha garganta.

— O que é isso? — perguntei, meio engasgada. — Querosene?

— Minha receita secreta. Se eu lhe disser o que é, teria que matá-la.

— Não é necessário. Tenho certeza de que se eu bebesse isso o resultado seria o mesmo.

(“Crescendo”, pag. 172, de Becca Fitzpatrick.
Série “Hush, Hush”, livro 2.)

domingo, 29 de maio de 2011

Muito mais que uma princesa - Laura Lee Guhrke

— Como o senhor não vai me contar por que veio aqui, terei que adivinhar. — Ela pôs a mão no bolso da saia e tirou o cartão dele. — Sir Ian Moore — leu —, G.C.M.G. Embaixador de... — Ela parou e olhou para ele. — O que significam essas letras?

— Sua Majestade, o rei, teve a benevolência de me conceder o título de cavaleiro, a Grande Cruz da Ordem de São Miguel e São Jorge.

— Isso parece majestoso. Para justificar um visitante assim, devo ser mais importante para o meu pai do que eu pensava. — Ela levantou o cartão novamente e continuou: — Embaixador de Sua Majestade Britânica, o rei Guilherme IV. Providenciador de alianças matrimoniais que não são da conta dele, destruidor da felicidade de princesas e pessoa que resolve os problemas inconvenientes dos príncipes.

Ela piscou para ele e lhe deu um sorriso travesso.

— Não tenho dúvida — continuou ela, enfiando o cartão dele entre os seios — de que eu sou o problema mais inconveniente do príncipe Cesare. Pelo menos, espero que sim.

(“Muito mais que uma princesa”, pag. 49, de Laura Lee Guhrke.)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Mediadora - Meg Cabot

— Como foi de viagem, guria?

Andy tirou a mochila do meu ombro e botou no dele. Visivelmente, estranhou o peso:

— Uau! O que é que você está trazendo aqui? Não sabia que é considerado crime contrabandear hidrantes de Nova York para outros estados?

Eu sorri para ele. Andy é aquele tipo de pateta grandalhão, mas é um pateta legal. Não podia ter a menor idéia do que é crime no estado de Nova York, pois só esteve lá umas cinco vezes. E por sinal foi o suficiente para convencer minha mãe a se casar com ele.

— Não é um hidrante — eu disse. — É um parquímetro. E ainda tenho mais quatro malas.

— Quatro? — Andy fingiu que estava espantado. — Você por acaso pensa que está fazendo uma mudança...?

Não sei se já disse que o Andy se acha o maior comediante? Só que não é. Ele é carpinteiro.

(“A Mediadora - A terra das sombras”, pag. 09-10, de Meg Cabot.
Série “A Mediadora”, livro 1.)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dezesseis Luas - Margaret Stohl & Kami Garcia

— Deixa eu te levar para casa. Você não devia estar andando por aqui.

— Não, obrigada. Vou esperar pelo próximo cara que quase vai me atropelar.

— Não vai haver outro cara. Pode demorar horas até alguém chegar.

Ela recomeçou a andar.

— Não tem problema. Vou andando.

Eu não podia deixá-la vagando sozinha na chuva. Minha mãe me criou para ser melhor que esse tipo de cara.

— Não posso deixar você ir pra casa com esse tempo. — Como se combinado, uma trovão soou sobre nossas cabeças. O capuz dela caiu. — Vou dirigir como minha avó. Vou dirigir como sua avó.

— Você não diria isso se conhecesse minha avó.

(“Dezesseis Luas”, pag. 46-47, de Margaret Stohl e Kami Garcia.
Série “Beautiful Creatures”, livro 1.)


P.S.: A vovozinha deve arrasar no volante... XD

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quando cai o raio - Meg Cabot

— Vou contar a Douglas.

— Ah — ouvi minha mãe dizer. — Jess?

Mas fui em frente. Eu sabia o que ela ia dizer para não incomodar Douglas. Era o que minha mãe sempre dizia.

Na verdade, gosto de incomodar Douglas. Além disso, perguntei ao Sr. Goodhart sobre isso, e ele disse que provavelmente é uma coisa boa incomodar Douglas. Então eu o incomodo muito. Vou até a porta do quarto dele, que tem um grande aviso de “Não Entre” pendurado, e bato nela com muita força. Depois grito: “Doug! Sou eu, Jess!”

E então entro. Douglas não pode mais trancar a porta do quarto. Não desde que meu pai e eu tivemos que derrubá-la no natal passado.

Douglas estava deitado na cama, lendo um quadrinho. Tinha um viking na capa e uma garota peituda. A única coisa que Douglas faz desde que voltou da faculdade é ler quadrinhos. E, em todas as histórias em quadrinhos, as garotas são peitudas.

— Advinha — falei, me sentando na cama dele.

— Mikey passou para Harvard — disse Douglas. — Já soube. Acho que a vizinhança toda já deve saber.

— Não — respondi. — Não é isso.

Ele me olhou por cima da revista em quadrinhos.

— Sei que mamãe pensa que vai levar nós todos pro Mastriani’s pra comemorar, mas eu não vou. Ela vai ter que aprender a conviver com decepções. E é melhor você manter suas mãos longe de mim. Não vou, e não importa com que força você me bata. E dessa vez, pode ser que eu bata de volta.

— Também não é isso — repeti. — E eu não estava planejando bater em você. Muito.

— O que é então?

Dei de ombros.

— Fui atingida por um raio.

Douglas voltou para os quadrinhos.

— Certo. Feche a porta quando sair.

(“Quando cai o raio”, pag. 40-41, de Meg Cabot.
Série “Desaparecidos”, livro 1.)


P.S.: Só a Jéssica para anunciar algo assim com tanta naturalidade... Porque ser atingida por um raio acontece todos os dias, com todo mundo. XD

terça-feira, 24 de maio de 2011

Amante Sombrio - J.R. Ward

— Esta noite vou ficar num estado lamentável. Não deveria ficar por perto.

Jose meteu alguns amendoins na boca.

— Não vou deixar você aqui.

— Pego um táxi para voltar para casa.

— Não. Ficarei com você até cair de tanto beber. Depois, eu o arrastarei de volta ao seu apartamento. Verei você vomitar durante uma hora e o meterei na cama. Antes de ir, deixarei a cafeteira preparada e uma aspirina ao lado do açucareiro.

— Não tenho açucareiro.

— Então, junto ao saco de açúcar.

Butch sorriu.

— Você daria uma excelente esposa, Jose.

— Isso é o que me diz a minha.

(“Amante Sombrio”, pag. 170, de J.R. Ward.
Série “Irmandade da Adaga Negra”, livro 1.)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Crescendo - Becca Fitzpatrick

“Estar com você nunca me pareceu errado. É a única escolha certa que fiz. Você é minha única escolha correta. Não me importo com os arcanjos. Diga-me o que você quer que eu faça. Diga o que quer. Faço o que você quiser. Podemos sair daqui agora.”

(“Crescendo”, pag. 160, de Becca Fitzpatrick.
Série “Hush, Hush”, livro 2.)

domingo, 22 de maio de 2011

Muito mais que uma princesa - Laura Lee Guhrke

— Por que o senhor desejava ver minha mãe? O motivo de praxe pelo qual os homens a visitam, suponho?

— Eu vim ver as duas.

— Nós duas? Ao mesmo tempo? — Ela deu o sorriso mais provocante possível. — Nenhum homem jamais quis isso antes. Que homem mais pervertido é o senhor, Sir Ian, para fazer uma sugestão tão interessante...

(“Muito mais que uma princesa”, pag. 48, de Laura Lee Guhrke.)

sábado, 21 de maio de 2011

Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

— Fale com ela, Jocelyn. — A voz de Luke era firme. — Estou falando sério. — ele colocou a mão na maçaneta novamente.

A porta se abriu. Jocelyn gritou.

— Meu Deus! — exclamou Luke.

— Na verdade sou só eu — disse Simon. — Mas já me disseram que somos muito parecidos.

(“Cidade dos Ossos”, pag. 37-38, de Cassandra Clare. 
Série “Os Instrumentos Mortais”, livro 1.)


P.S.1: Adorei essa parte, mas sarcasmo e egocentrismo só ficam charmosos no Jace. ;D
P.S.2: Coincidentemente, hoje é dia do evento de Cidade das Cinzas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Quando cai o raio - Meg Cabot

Havia tanta gente em detenção na Ernest Pyle High School que tiveram que começar a nos colocar no auditório. Isso é meio irritante para o grupo de teatro, que se reúne no palco do auditório todo dia às 15h, mas nós somos obrigados a deixá-los em paz, e eles retribuem o favor, exceto quando precisam que um dos caras mais altos da última fila carregue parte do cenário ou coisa assim.

O lado bom disso é que agora sei a peça “Nossa Cidade” de cor.

O lado ruim é que, afinal, quem quer saber a peça “Nossa Cidade” de cor?

(“Quando cai o raio”, pag. 14, de Meg Cabot.
Série “Desaparecidos”, livro 1.)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dezesseis Luas - Margaret Stohl & Kami Garcia

Às vezes eu encontrava um dos seus amuletos caseiros na minha gaveta de meias ou pendurado sobre a porta do escritório do meu pai. Só perguntei para que eles serviam uma vez. Meu pai provocava Amma sempre que achava um, mas percebi que ele nunca os removia. “Melhor prevenir do que remediar.” Acho que ele queria dizer se prevenir de Amma, que podia fazer você precisar se remediar.

(“Dezesseis Luas”, pag. 30, de Margaret Stohl e Kami Garcia.
Série “Beautiful Creatures”, livro 1.)


P.S.: Amma é uma mulher de fibra. ;)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Como ser popular - Meg Cabot

Esta postagem contém um pequeno spoiler (previsível, mas, ainda assim, um spoiler). Leia sob sua própria conta e risco.


terça-feira, 17 de maio de 2011

Amante Sombrio - J.R. Ward

— Amo, Rhage está aqui. Teve um... pequeno acidente.

Wrath praguejou.

— Onde ele está?

— No banheiro do andar de baixo.

— Agulha e linha?

— Lá dentro, com ele.

— Quem é Rhage? — perguntou Beth, ao cruzarem o vestíbulo.

Wrath parou do lado de fora da sala de estar.

— Espere aqui.

Mas ela o seguiu quando se pôs a caminhar.

Ele se virou, apontando para a porta da sala.

— Não foi um pedido.

— Não vou esperar em parte alguma.

— Caramba, faça o que eu digo.

— Não — a palavra foi pronunciada sem alteração. Desafiava-o com total tranqüilidade e intencionalmente.

Como se ele nada mais fosse do que um obstáculo no caminho, como um tapete.

— Ai, meu saco... Está bem, perca a vontade de jantar, se prefere.

(“Amante Sombrio”, pag. 153, de J.R. Ward.
Série “Irmandade da Adaga Negra”, livro 1.)


P.S.: Ele avisou, não avisou? XD

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Crescendo - Becca Fitzpatrick

— O que é, Anjo? — ele indagou com voz baixa, questionadora.

— Estamos em segurança?

— Isso importa?

Passei os olhos pelo jardim. Não sei muito bem por que, mas fiquei pensando: “Os arcanjos. Eles estão aqui.”

— Quer dizer... os arcanjos — falei tão baixinho que mal ouvia minha própria voz — Eles não estão olhando?

— Estão.

Tentei dar um passo para trás, mas Patch não permitiu que eu me soltasse.

— Não me importo com o que eles vêem. Estou cansado de jogos.

Ele tinha parado de acariciar meu pescoço. Vi um ar de desafio atormentado em seus olhos.

Tentei me soltar com mais força.

— Solte-me.

— Você não me quer? — perguntou, um sorriso matreiro em seus lábios.

— Não é esse o problema. Não quero ser responsável por qualquer coisa que aconteça a você. Solte-me.

Como ele poderia ser tão leviano com esse assunto? Estavam procurando desculpas para se livrar dele. Não poderiam vê-lo me abraçar.

Ele acariciou meus braços, mas, quando tentei aproveitar para fugir, ele segurou minhas mãos. Sua voz soou na minha mente. “Eu poderia me rebelar. Eu poderia sair daqui nesse exato momento e a gente não precisaria mais seguir as regras dos arcanjos.” Ele disse aquilo com tanta decisão, com tanta facilidade, que eu soube que não tinha sido a primeira vez em que isso lhe passara pela cabeça. Era um plano que ele imaginara secretamente muitas, muitas vezes.

(“Crescendo”, pag. 159, de Becca Fitzpatrick.
Série “Hush, Hush”, livro 2.)

domingo, 15 de maio de 2011

Muito mais que uma princesa - Laura Lee Guhrke

— É claro que eu quero me casar, mas não tenho nenhuma intenção de deixar que Cesare arranje casamento para mim! Eu pretendo escolher o meu próprio marido, e vou dizer isso a esse diplomatazinho melífluo e seboso, para que ele passe o recado adiante. — Com o cartão de visita apertado na mão, Lucia se virou e saiu em direção à porta.

— Não faça nada precipitado — foi o apelo da mãe enquanto ela saía. — Moore é um embaixador poderoso. Ele tem uma influência enorme. Lembre-se do que eu sempre lhe disse. Com mel se pegam mais moscas que com vinagre.

— Oh, serei doce como o mel — prometeu Lucia — quando eu o mandar para o inferno.

(“Muito mais que uma princesa”, pag. 43, de Laura Lee Guhrke.)

sábado, 14 de maio de 2011

Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

Sempre era fácil. Ele já podia sentir o poder da vida que evaporava da menina, correndo por sua veia como fogo. Os humanos eram burros demais. Tinham algo tão precioso mas cuidavam mal daquilo. Jogavam a vida fora por dinheiro, por saquinhos de pó, pelo sorriso charmoso de um estranho.

(“Cidade dos Ossos”, pag. 15, de Cassandra Clare.
Série “Os Instrumentos Mortais”, livro 1.)


P.S.: Apenas algo para refletir um pouco.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Quando cai o raio - Meg Cabot

— Ela machucou o pescoço dele — disse o técnico Albright.

O Sr. Goodhart ficou olhando para o técnico Albright. E então disse, com cuidado, como se o técnico fosse uma bomba a ser desarmada:

— Tenho certeza de que o pescoço do rapaz deve estar doendo muito. E tenho certeza absoluta de que uma garota de 1,57m de altura machucou muito um atleta de 1,90m e 90 kilos.

 (“Quando cai o raio”, pag. 9, de Meg Cabot.
Série “Desaparecidos”, livro 1.)


P.S.: As baixinhas são as mais phodas! ;D

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dezesseis Luas - Margaret Stohl & Kami Garcia

— Você fez upload de uma música esquisita no meu iPod ontem à noite?

— Que música? O que acha dessa aqui? — Link aumentou o som da mais recente faixa demo da banda.

—Acho que precisa ser trabalhada. Como todas suas outras músicas. — Era mais ou menos a mesma coisa que eu dizia todo dia.

— É, seu rosto vai precisar ser trabalhado depois que eu der umas porradas em você. — Era mais ou menos a mesma coisa que ele dizia todo dia.

("Dezesseis Luas", pag. 17 , de Margaret Stohl e Kami Garcia.
Série "Beautiful Creatures", livro 1.)


P.S.: Sinceridade é tudo. ;D

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Como ser popular - Meg Cabot

— Isso. E agora, olhe para você.

Olhei para mim. Eu estava com uma calça de veludo justa e um conjunto de blusa e casaquinho, porque esperávamos chuva para o dia todo, o que faria com que o tempo esfriasse um pouco... Bem a tempo para o casamento de vovô e Kitty amanhã. Assisti ao canal do tempo hoje de manhã e fiquei aliviada de saber que a previsão para amanhã é de um dia claro e sem nuvens.

— Não o que você está vestindo — debochou Alyssa. — O seu status social. Tipo, eu vi Mark Finley beijando você hoje de manhã.

Dei uma mordida na minha barra de cereais.

— Não foi nada demais — respondi. — Foi um beijo no rosto.

— Mas ele gosta de você — afirmou Alyssa. — É sério. Ele disse para Lauren que te acha legal.
Ela disse a última palavra como se fosse um palavrão.

— Eu sou legal — respondi.

E então eu me lembrei de todas as noites que passei olhando Jason trocar de roupa com o binóculo do Bazooka Joe. E do açúcar que joguei no cabelo de Lauren.

— Bem, pelo menos na maior parte do tempo.

(“Como ser popular”, pag. 214, de Meg Cabot.)

terça-feira, 10 de maio de 2011

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Crescendo - Becca Fitzpatrick

“Anjo.”

Levantei os olhos quando Patch disse meu apelido em meus pensamentos.

“Estar perto de você, da forma que for, é melhor que nada. Não vou perdê-la.” Ele fez uma pausa e, pela primeira vez desde que o conheci, vi uma sombra de preocupação em seus olhos. “Mas já caí uma vez. Se eu der aos arcanjos motivos para imaginarem que estou remotamente apaixonado por você, eles vão me mandar para o inferno. Para sempre.”

(“Crescendo”, pag. 43, de Becca Fitzpatrick.
Série “Hush, Hush”, livro 2.)

domingo, 8 de maio de 2011

O casamento de Antanasia Jessica Packwood & Lucius Valeriu Vladescu - Beth Fantaskey

— Eu trouxe você aqui esta noite para pedir que se case comigo, Antanasia — diz Lucius finalmente, no momento em que começo a sentir que estou despencando naqueles olhos, como tive medo de cair num abismo enquanto vínhamos para este lugar.

Mas com essas palavras — essas palavras impossíveis — tudo fica parado.

O próprio tempo parece se imobilizar bruscamente.

— Lucius... — murmuro seu nome, sem acreditar que o momento é real.

Casar com Lucius é praticamente tudo em que pensei — ao mesmo tempo evitando e desejando desesperadamente — desde que o conheci e fiquei sabendo do pacto. No entanto, ainda não consigo acreditar nos meus ouvidos e fico examinando as profundezas infinitas e negras de seus olhos, querendo a confirmação de que não estou dormindo.

— Lucius...?

Ele segura minhas mãos com mais força, apertando-as contra o peito.

— Eu quero pedir, neste lugar onde fomos prometidos um ao outro, que você se case comigo, não porque isso é exigido de você, mas porque você me ama como eu a amo — diz ele. — Peço que me escolha por livre vontade, porque é assim que escolho VOCÊ, Antanasia. Não para cumprir um pacto, mas para seguir meu coração, que não aceitará nada menos do que uma vida com você ao meu lado.

(“O casamento de Antanasia Jessica Packwood & Lucius Valeriu Vladescu”,
cap. 12, de Beth Fantaskey. Sequência de “Como se livrar de um vampiro apaixonado”.)


P.S.: Achei muito lindo isso o que ele disse para ela. *-*

sábado, 7 de maio de 2011

Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

— Pare! — gritou ela. — Você não pode fazer isso.

Jace rodopiou, tão assustado que a faca caiu de sua mão e bateu ruidosamente no chão de concreto. Isabelle e Alec giraram junto com ele, com as mesmas expressões de choque. O menino de cabelo azul ainda preso, também estava chocado e de queixo caído.

Alec foi o primeiro a falar.

— O que é isso? — perguntou, olhando de Clary para os companheiros, como se eles pudessem saber o que ela estava fazendo ali.

— É uma garota — disse Jace, recuperando a compostura. — Você certamente já viu garotas antes, Alec. Sua irmã Isabelle é uma.

(“Cidade dos Ossos”, pag. 23, de Cassandra Clare.
Série “Os Instrumentos Mortais”, livro 1.)


P.S.: Esse jeitinho sarcástico do Jace é tão charmoso... XD

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Mediadora - Meg Cabot

Não sei bem como nem por que, mas Dunga conseguiu abrir a boca e perguntou com aquela voz abobalhada:

— Gostou do cartaz?

Nem consigo acreditar que ele tem a mesma idade que eu. Mas não dava mesmo para esperar outra coisa: ele está na equipe de luta livre. A única coisa em que consegue pensar, pelo que pude perceber quando tive que ficar sentada a seu lado na festa de casamento (fiquei sentada entre ele e o Mestre, dá para sentir como a conversa fluiu), é em chaves-de-pescoço e shakes de proteína para ganhar massa muscular.

— É mesmo, grande cartaz — respondi, arrancando-o das suas manoplas e virando-o de cabeça para baixo para ninguém mais ler os dizeres. — Podemos ir agora? Quero pegar minhas malas, antes que alguém tenha a mesma idéia.

(“A Mediadora - A terra das sombras”, pag. 11, de Meg Cabot.
Série “A Mediadora”, livro 1.)


P.S.: Suzannah é uma das protagonistas mais legais que já vi, e "A Mediadora" é um dos meus livros favoritos. *-*

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dezesseis Luas - Margaret Stohl & Kami Garcia

Amma ficou na varanda com os braços cruzados em uma postura reprovadora.

— Não toque música alta aqui, Wesley Jefferson Lincoln. Não pense que não vou ligar para sua
mãe e contar a ela o que você ficou fazendo no porão o verão inteiro quando tinha 9 anos.

Link fez uma careta. Poucas pessoas o chamavam pelo nome real; só a mãe dele e Amma.

— Sim, senhora.

A porta de tela da varanda bateu. Ele riu, cantando pneu no asfalto molhado ao se afastar do meio-fio. Como se tivéssemos fugindo, era assim que dirigíamos quase sempre. Só que nunca fugíamos.

— O que você fez no meu porão quando tinha 9 anos?

— O que eu não fiz no seu porão quando eu tinha 9 anos?

(“Dezesseis Luas”, pag. 15-16 , de Margaret Stohl e Kami Garcia.
Série "Beautiful Creatures", livro 1.)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Como ser popular - Meg Cabot

— Porque, caso contrário — continuou ele, na mesa da lanchonete — ...você vai ser como aqueles estúpidos lá embaixo. Falando nisso, Lelé, o que você está fazendo?

Parei de sacudir os pacotinhos de açúcar que eu tinha aberto por cima do corrimão da varanda e olhei de forma inocente para Jason.

— Nada.

— Não parece que não está fazendo nada. Você com certeza está fazendo alguma coisa. Parece que está esvaziando pacotinhos de açúcar na cabeça de Lauren Moffat.

— Psiu — pedi. — Está nevando, mas só na Lauren. — Peguei mais pacotinhos de açúcar. — É Natal, Sr. Potter — disse baixinho para Lauren, fazendo uma imitação perfeita de Jimmy Stewart. — É Natal, sua interesseira.

Jason começou a rir e tive de mandá-lo rir baixo, enquanto Becca percebia que o meu suprimento de açúcar estava acabando e apressou-se em me passar mais pacotinhos.

— Pare de rir tão alto — disse eu para Jason. — Você vai estragar esse momento lindo deles. — Despejei mais açúcar. — Feliz Natal, para todos, e tenham uma boa noite.

(“Como ser popular”, pag. 38, de Meg Cabot.)


P.S.: Adoro essa menina, ela é genial! XD

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amante Sombrio - J.R. Ward

Obedecendo a um impulso, ela correu e contornou o edifício. Butch se dirigia para o carro como se levasse uma carga instável, e ela se apressou para alcançá-los.

— Espere. Preciso fazer uma pergunta a ele.

— Quer saber que número calça ou algo assim? — respondeu o policial, impaciente.

— Quarenta e seis — disse Wrath, devagar.

— Vou me lembrar disso no Natal, palhaço.

(“Amante Sombrio”, pag. 136, de J.R. Ward.
Série “Irmandade da Adaga Negra”, livro 1.)


P.S.: Hahaha! Sem comentários! XD

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Crescendo - Becca Fitzpatrick

Deixando-me ser levada pelo momento, passei as mãos sob sua camisa, pensando apenas em como eu amava sentir o calor de seu corpo se espalhando pelas minhas mãos. Assim que meus dedos esbarraram no lugar das costas onde costumavam se encontrar as cicatrizes das asas, uma luz distante explodiu no fundo da minha mente. A escuridão perfeita foi rompida pela explosão ofuscante. Era como observar um fenômeno cósmico no espaço, a milhões de quilômetros de distância. Senti como se minha mente fosse engolida pela de Patch, para dentro de todas as milhares de memórias secretas guardadas ali, quando subitamente senti que ele tomava minha mão e a puxava para baixo, tirando-a do lugar onde suas asas se juntavam às costas, e tudo voltou depressa ao normal.

— Boa tentativa — murmurou ele, os lábios esbarrando nos meus ao falar. Mordisquei seu lábio inferior.

— Se você pudesse ver o meu passado só de tocar em minhas costas, você também teria dificuldade em resistir à tentação.

— Eu já tenho dificuldade em manter minhas mãos longe de você sem esse bônus extra.

(“Crescendo”, pag. 21-22, de Becca Fitzpatrick.
Série “Hush, Hush”, livro 2.)


P.S.: OMG, Patch, larga a Nora e fica comigo! \*-*/

domingo, 1 de maio de 2011

Como se livrar de um vampiro apaixonado - Beth Fantaskey

— Experimente o vestido.

— Eu tenho muitas roupas - insisti.

— É. E deveria jogar todas fora. Especialmente a camiseta com o cavalo branco e o coração. Qual é o propósito daquilo?

— Mostrar que eu amo cavalos árabes.

— Eu amo carne mal-passada, mas não ando com a imagem de um bife sangrento no peito.

(“Como se livrar de um vampiro apaixonado”, 
pag. 85-86, de Beth Fantaskey.)


P.S.: Hahaha! XD Só com essa parte me fez comprar o livro.